Deu na net

Loading...

domingo, 30 de novembro de 2008

I Seminario Estadual de Professores de Jornalismo

Marly Caldas ( professora e Jornalista), Andréa Souza ( professora Jornalista), Conceição (Jornalista), Zezé (jornalista) e Ana Carla Rodrigues ( Formada de Jornalismo)_ Aconteceu! Aconteceu no auditório da câmara de Vereadores da cidade de Salvador- BA, nos dias 28 e 29/ 11/08, o I Encontro Estadual de professores de Jornalismo. Onde foi discutidos assuntos como o perfil, perspectiva, projetos pedagógicos e metodologia de ensino superior. Além do perfil dos estudantes e profissionais em jornalismo, o ensino em instituições privadas e públicas, Com representantes de faculdades e universidades do estado.O encontro teve a participação de Feira de Santana, que foi representada pela Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana ( Unef), pelas professoras Andréa Sousa coordenadora adjunta dos cursos de comunicação social( Jornalismo e Publicidade e Propaganda), a professora Marly Caldas , além de alunos e ex-alunos da instituição. Alguns nomes que estavam presente: Paulo Henrique Almeida, pesquisador UFBA( secretaria de Cultura do Estado), Prof.dr. Carlos Eduardo Franciscate (SBPJor, UFRB), Prof.dr Marcos Palácio (UFBA), Jornalista Gabriela Lacerda, Prof.msc. Ricardo Mendes (A tarde), Jornalista Kardé Mourão (Sinjorba) entre outros. Gabriela Lacerda, Franciscate, Profa. dra. Lia Seixas (UFBA) , Ricardo Mendes e Marcos Palácio. Componhe a mesa no seminário.

“As enchentes são fenômenos naturais que acontecem em todos os rios.”

Esse conhecimento é comum adquirir nas escolas, quando se aprende em geografia, sobre os fenômenos da natureza. Aprende-se que em tempos de chuva, geralmente durante o verão no sul do país e inverno no norte, os rios enchem e transbordam as terras ao redor, chamadas áreas naturais de inundação. Isso traz benefícios a terra porque proporciona fertilidade para o plantio. Bem... isso traria benefícios à fauna, à flora e até ao homem - principalmente aquele que utiliza o solo para sobreviver -, se ele não mudasse o curso natural das coisas, da própria humanidade.
Anteriormente ao processo de urbanização, podia-se observar que logo após os períodos chuvosos, a terra absorvia toda a água e o excedente tomava destino aos bueiros. Hoje, principalmente com o processo de industrialização, desmatamento e construção de casas e estabelecimentos comerciais pelo país, esse quadro se agravou. A terra já não absorve mais a água das chuvas, o que provoca as inundações e ocasiona as grandes enchentes, como essa que ocorre em Santa Catarina. A Defesa Civil já divulgou o balanço com 111 o número de mortes causadas pela chuva. São 78.707 desalojados e desabrigados. Pelo menos 19 pessoas permanecem desaparecidas. Ao todo, mais de 1,5 milhão foram afetadas pelas chuvas. 
Então, começa a virar moda no âmbito corporativista o desenvolvimento de prêmios e selos de responsabilidade ambiental e, não obstante, busca-se lucrar com isso, uma vez que o planeta já indica que já não há condições de tirar lucro em virtude da sua degradação, ou seja, uma vez que a ameaça ultrapassou os limites geográficos e tornou-se uma questão mais do que pessoal, tornou-se uma questão de sobrevivência. Não é à toa que o homem investe tanto nas pesquisas espaciais, estudando possibilidades de vida em outro planeta porque provavelmente a Terra já não está dando conta de seus habitantes. 
Diante disso, editoras e educadores terão de lidar com esse contraste de ensinar como as coisas deveriam acontecer naturalmente e como de fato elas acontecem. E mais difícil ainda é compreender, por exemplo, “fatos” de que “As enchentes são fenômenos naturais que acontecem em todos os rios.”
Fabio Soares, 7º semestre.

sábado, 29 de novembro de 2008

Agência Nordeste (Agne)

Análise do domínio www.agne.com.br : Estrutura diversificada devido à abrangência dos estados cobertos do Nordeste, sendo nove no total; Poluição de informações devido a quantidade; A marca deveria ser remodelada porque não é atrativa; Agência foi criada no dia 11 de março de 1999 e pertence ao Sistema de Comunicação do Grupo Eduardo de Queiroz Monteiro (EQM); Possui vinte funcionários; Textos exibidos como notas e disponível em totalidade para clientes e tem por objetivo informar seus pagantes; Conteúdo diversificado como: turismo, gastronomia, economia, indicadores sociais, dados geográficos e parlamentares sobre cada estado nordestino; Possui parceria com jornal digital, possui um blog, e rádio web; Têm diversos ramos de editorias como: educação, política, saúde, economia.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

PARLAMENTO JUVENIL EM FEIRA DE SANTANA INFLUENCIA NAS DECISÕES POLÍTICAS NA CÂMARA DOS VEREADORES Por Elane Mascarenhas O Parlamento Juvenil é um movimento que incentiva os jovens a participarem das políticas públicas de onde moram. O de Feira de Santana foi criado em 2005 e desde então vem influenciando efetivamente nas decisões da Câmara Municipal. Um exemplo é que agora, cada ponto de ônibus deve ter uma placa que informe aos usuários os destinos dos transportes coletivos que circulam dentro da cidade. Informou entusiasmado, Abimael Nascimento, secretário e assessor do Parlamento Juvenil. No entanto, ainda existem outras necessidades em debates. Como estudantes da zona rural de Feira de Santana podem usar o cartão eletrônico se o transporte para eles são as vans, e esses não possuem o aparelho magnético? Questionou Abimael. Disse ainda que por esse motivo está em movimentação o projeto de lei para que os vales estudantis voltem a ser de papel. A Organização tem dez componentes. São jovens estudantes entre homens e mulheres da zona rural e urbana. Cinco atuam na Câmara dos vereadores e os demais nas Secretarias de Desenvolvimento Social, Cultura, Esporte, Lazer e Educação. A escolha é realizada por eleição em um encontro promovido pelo Parlamento. Ao ingressarem, os jovens pioneiros recebem treinamento. De acordo com o assessor do Parlamento, a coordenadora e educadora Maria Régis Lima, é quem prepara os mine cursos e reuniões. O Conselho Tutelar serve de base para a elaboração das atividades, afirmou. Muitas pessoas desconhecem o assunto, porém quando informados se animam. “É massa porque a juventude influencia na melhoria de vida junto com a Câmara, e todo mundo ganha”. Afirmou Thélyckson dos Santos Medrado, 17 anos, morador do bairro Parque Getúlio Vargas. Para ele, teria que pensar para sugerir uma criação de lei, pois são muitos os problemas onde mora. Atitude popular Gostar do trabalho, ser voluntário e ter tempo para investir em assuntos socais, são os critérios citados pela organização para quem deseja participar do Parlamento Juvenil Feirense. Os interessados também podem enviar e-mail para abimaelnp@ig.com.br a fim de terem mais esclarecimentos de como se recrutar no Parlamento Juvenil. A rede Sou de Atitude é um espaço onde os ingressos fazem pesquisas sobre os movimentos sociais que reúnem os jovens da cidade buscando assim estratégias de inclusão. “Queremos estimular uma maior participação política na juventude de Feira. Apesar de já existirem iniciativas nesse sentido, a participação de jovens e adolescentes nos espaços públicos de decisões ainda é pequena”, avalia Sóstenes Aroeira da Luz, integrante do núcleo. Segundo o Professor Msc. e cientista político José Hermógenes Moura, são sempre válidas as iniciativas que a sociedade cria para influenciar nas decisões políticas.
Jornais do país inteiro noticiam a enchente em Santa Catarina. Devido as constantes chuvas que fizeram com que o nível dos rios subissem, desde o último final de semana a chuva não pára e mais de 1,5 milhão de pessoas foram atingidas pelos temporais. Em estado de calamidade Santa Catarina tem promessas de ajuda do presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da integração Social, Geddel Vieira reforçou: "Temos a certeza que nestas condições de catástrofe, os recursos do governo federal para ajudar Santa Catarina serão ilimitáveis". O que me chamou a atenção em meio ás notícias sobre o posicionamento do governo federal foi que um dos jornais informou logo de primeira: “O governo federal vai liberar, preliminarmente, R$ 40 milhões para a recuperação das rodovias federais danificadas pela forte chuva que atinge Santa Catarina”. Sabemos que as estradas liberadas irão contribuir para o funcionamento das cidades. No entanto, o que fica evidente é que as necessidades básicas das pessoas ficam para depois. Abrigo, comida, água potável e energia deviam ter prioridade. Parece que o assunto essencial está nas vias de acesso para o capitalismo e não ao humanismo. Por outro lado, enquanto os governos conversam, a população age. Mesmo com poucos recursos a moradora Sirlene Camargo, 37, que é técnica de enfermagem, transformou sua casa em posto de atendimento para os resgatados da enchente. A anfitriã ofereceu primeiros-socorros e alimentação. O contexto era de água pelos tornozelos, mas mesmo assim fez o que estava ao seu alcance para ajudar. Outro exemplo é o de cidadãos comuns que tentam ajudar pela internet. O meio virtual está divulgando meios de ajudar aos desabrigados pela chuva. Os interessados são instruídos a doarem água potável, alimentos perecíveis e materiais de uso higiênico. Diante de mais um evento de miséria que chama a atenção do país, temos mesmo é que exercer nossa função social. Individualmente, fazer acontecer o que todos cobramos das autoridades. Oportunidade temos. E muitas.

Editorial - Santa Catarina em estado de calamidade pela vigésima quarta vez

Esta não é a primeira vez que o Estado de Santa Catarina entra em estado de calamidade, devido aos temporais que se alastram na região com deslizamentos de terras, barrancos, onde inúmeros veículos com pessoas ficaram soterradas, mortas dentro destes veículos. Quase todas as vezes que aconteceram, estado de calamidade por causa das chuvas, que ocasionaram as enchentes, acontece o isolamento de algumas cidades no estado, acontecendo saqueamento em supermercados, falta de água potável, luz, comida, e falta de abrigos para as pessoas desabrigadas, e atendimentos médicos para estas pessoas. Os jornais mostram através de textos e fotos que se casam o tamanho da tragédia que o Brasil atravessa. É a maior enchente de todos os tempos, o número de mortos já supera todas as outras enchentes que aconteceram no passado, ontem o jornal da TV globo mostrou o cenário de algumas regiões com veículos amassados e isolados parecendo que era mais um local de guerra, onde as pessoas fugiram para se proteger de perigos. É preciso que neste momento de dor e sofrimento que este povo atravessa todos nós unamos juntamente com governos independente de partido, cor, raça ou religião para poder ajudar. O povo não pediu para que esta tragédia acontecesse, mas está ai e todos nós cidadãos brasileiros ou não brasileiros temos o dever e a honra de estender a mão para ajudar este povo que com o seu suor e trabalho com sacrifício se mantém nos plantios de soja, feijão, arroz, milho e outros para nos manter em nossos estados por isso, não é só dever do estado e da união e municípios, é obrigação nossa de contribuir para com essa gente. Neste momento é difícil para nação brasileira, mas, a defesa civil está se utilizando de todos os meios para levar ajuda aquelas pessoas que estão mais distante. Que estão em falta de comunicação ou meios de transporte terrestre devido a desabamento de algumas pistas. Mas as autoridades do nosso país a exemplo do nosso representante da República o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou a área e autorizou ajuda financeira para as regiões conflitantes com esta situação. O comandante da PM de Blumenau relatou ao jornal Folha de São Paulo que para cada região em estado de calamidade foram enviados duzentos homens. Mas é pouco, porque nesse momento de sofrimento. Quem está há vinte e quatro horas no ar para proteger essas pessoas sofridas é o soldado; se não tem soldado a violência se alastra porque a violência surge com o pavor da pobreza e a pobreza que vai ficar mais pobre. Aí aumentam os índices de violência e, nestes momentos, os guardiões do povo estão em constância para dar apoio e diagnosticar cada caso. Se não acontece isto, impera a lei do mais forte, ou melhor, quem manda mais é o Rei ou a Rainha.

Ruim pra ti, bom pra mim

É impressionante perceber a comoção do país quanto à situação de calamidade em que se encontra o estado de Santa Catarina. Bancos já doaram milhões, o Presidente Lula assinou Medida Provisória para liberar recursos e artistas fazem campanha de arrecadação de dinheiro e do que for necessário para ajudar as vítimas. Mas nessa história sempre tem os “espertinhos” que fazem da desgraça alheia um álibi para desempenhar as suas atividades. Saqueadores se aproveitam para mobiliar as suas casas com o que sobrou nas residências invadidas pela água. Como o acesso as casas só é possível de barco, algumas pessoas estão ilhadas em suas residências para evitar os saques. O medo e a insegurança aumentam a cada dia. Outra atividade “muito bem” aproveitada são os pedidos de depósitos em banco. O estado está recebendo todo tipo de ajuda e uma delas são os depósitos feitos numa conta da Defesa Civil. Até aqui, tudo bem. O problema são os emails falsos, ou spams, com nomes de bancos solicitando o deposito numa conta fraudulenta. Com certeza outras alternativas já são criadas, neste momento, para se tirar mais proveito deste infortúnio. Difícil de acreditar, mas ainda é possível se beneficiar nesta catástrofe.

Editorial - Enchente de Solidariedade

A resposta dos brasileiros à tragédia em Santa Catarina é nobre em alguns aspectos. Um deles diz respeito a capacidade de ser solidário. Uma causa que, infelizmente, ainda não é tão comum como deveria ser. Pessoas incapazes de entender por que não devemos jogar lixo na rua e que não vêem razão em ajudar a alguém necessitado que mora na mesma rua se unem na defesa do meio ambiente e na ajuda às vítimas das enchentes. As doações, independente do valor, revelam um potencial de boa vontade que, as vezes, parece sumido do cotidiano das pessoas. Em momentos como estes cidadãos comuns, com pouco dinheiro, põem a mão no bolso com a generosidade que está ao seu alcance. O esforço para socorrer as vítimas de uma catástrofe natural é uma afirmação do melhor que existe no espírito humano. A devastação das cidades pelas fortes chuvas lembra à humanidade que estamos mais intimamente ligados por forças geológicas invisíveis e imprevisíveis do que por laços comerciais, culturais e políticos. É nas operações de emergência que a história ensina que o mais importante vem depois da catástrofe. É uma pena que o conceito de solidariedade que toma conta de boa parte dos cidadãos em momentos como este não atinja como um raio também os mais ricos e os governos. Uma pena também que esses dois grupos não sejam contaminados com genuína disposição para ajudar os mais pobres. Se depender dos exemplos do passado, a perspectiva é pessimista. Decorrido algum tempo de uma tragédia, os governos costumam aproveitar que a atenção do público se desviou para outro assunto e simplesmente não cumprem o prometido. A primeira condição para o sucesso de uma operação de socorro às vítimas, aquela que precisa do desejo de ajudar da população é mais fácil de dar certo já depende mais da solidariedade. A segunda, que inclui ações governamentais é mais difícil. Mas, não resta dúvida que são nas tragédias humanitárias que se criam oportunidade de fazer o bem.

Editorial - Estamos na torcida. Mais uma vez.

Estarrecidos assistimos ao cenário de catástrofe que se formou em Santa Catarina. São 80 municípios isolados de tudo e que juntos, somam quase 60 mil desabrigados em todo o estado que passaram de uma hora para outra a morar em igrejas, escolas, abrigos improvisados. Os dias de chuva ininterrupta transformaram a vida de homens, mulheres e crianças. Moradores que perderam tudo que tinham. Muitos escaparam da morte por pouco. Outros não tiveram a mesma sorte. 84 pessoas já morreram em conseqüência das enchentes. Os alagamentos, as inundações e encostas que desmoronaram vão deixar marcas profundas na memória dos catarinenses. Tão profundas como as deixadas pelas enchentes da década de 80. Em julho de 1983, as chuvas provocaram um saldo de 198 mil desabrigados e 49 mortos em 90 municípios do Estado. No ano seguinte, outras 155 mil pessoas também perderam suas casas em conseqüência das inundações. Em 1987, o fenômeno climático El Niño provocou enchentes de intensidade moderada em muitos municípios, deixando quase 8 mil desabrigados e 7 mortos. Por toda década de 90 e inicio do ano 2000, os catarinenses também sofreram com as cheias, perderam seus bens, choraram a morte de pessoas queridas. As tragédias climáticas do passado nos sensibilizaram e nos fizeram torcer pelo recomeço do povo catarinense. Desta vez não será diferente. Em meio ao sofrimento e as desolações uma corrente de solidariedade já se montou para socorrer os atingidos pela tragédia. A ajuda surge de estados vizinhos como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. São roupas, comida, produtos de limpeza e medicamentos. Doações resultado da mobilização popular que surgiu sem campanha, sem nenhum apelo, mas em nome de um sentimento de solidariedade coletivo, espontâneo. Para a situação em Santa Catarina não há culpados. A natureza se comportou de forma inesperada. Em apenas três dias, dizem os geólogos, choveu o equivalente a quatro meses. A terra de morros e encostas não suportou tanta água. O solo cedeu por gravidade. Se impotentes estamos diante dos fenômenos naturais, nos resta torcer e rezar pelo povo catarinense, sobretudo por aqueles que perderam o irrecuperável. E mais: tomara que a ação dos governantes seja tão rápida e eficiente quanto o sentimento de solidariedade tão peculiar a nossa gente.

Editorial - Santa Catarina sofre com enchentes

A cidade de Joinville, no norte de Santa Catarina está enfrentando uma das maiores tragédias naturais da história do Brasil. Chove há mais de 60 dias sem parar, o que ocasionou o alargamento de vários rios. As enchentes mataram dezenas de pessoas e deixaram milhares desabrigadas. Santa Catarina é banhada por vários rios, entre eles a bacia do rio Cachoeira, que cobre boa parte da cidade e sofre influência da maré. Com a forte chuva que caiu durante todo o dia, os rios transbordaram. Até o presente momento a Defesa Civil catarinense informa que 54.039 pessoas ficaram desalojadas e desabrigadas, sendo 22.952 desabrigadas e 31.087 desalojadas, e 1,5 milhão de pessoas foram afetadas. Oito cidades estão isoladas: São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo. É visível que um dos problemas mais preocupantes é saber que as estradas que dão acesso a Santa Catarina estão bloqueadas. Sem esse acesso, as pessoas vão ficar sem abastecimento de itens básicos como combustíveis, comida e medicamentos. Ainda não se sabe as conseqüências das enchentes provocadas por quase dois meses de chuvas em Santa Catarina. Afinal de quem será a culpa? O momento não é propicio para querer saber de quem é a culpa, e sim procurar pensar e agir para tentar mudar a situação das pessoas que estão desprotegidas e desabrigadas.

Encontro discute a influência da mídia

No último dia seis de novembro uma palestra dentro da Terceira Semana Universitária, da Unef – Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana, discutiu a relação entre a predominância da mídia no processo da violência urbana. Promovida pelos alunos da Disciplina de Laboratório de Notícias, a palestra foi coordenada pela Professora Marly Caldas e, além de Jornalismo, contou com a presença de alunos de outros cursos da instituição. Dois palestrantes foram convidados para o evento. O Professor de Sociologia, Ciências Políticas e Antropologia, Hermógenes Moura da Costa e o Cineasta Márcio Pérsico. Antes da discussão do tema foi feita a exibição do filme “Notícias de uma Guerra Particular”, um documentário que retrata o cotidiano dos moradores e traficantes do morro da Dona Marta, no Rio de Janeiro. Dirigido por João Moreira Sales e Kátia Lund, “Notícias de uma Guerra Particular” é o resultado de dois anos de entrevistas, entre 1997 e 1998. O trabalho trás personagens que de alguma forma estão envolvidos ou convivem de perto com a rotina do tráfico. Um garoto de dez anos que diz sentir prazer em estar perto da morte, um policial que confessa sentir orgulho em matar e crianças que sabem de cor nomes de diversos tipos de armas, são algumas cenas desconcertantes do documentário. Ao final da exibição, as discussões e os debates estiveram centrados na seguinte questão: existe ou não uma relação entre a predominância da violência na programação da televisão, nos sites da Internet e a tendência para a agressividade de jovens e adultos? O Cineasta Márcio Pérsico considerou que a programação e os noticiários veiculados pela mídia são fatores que contribuem para a banalização da violência. Pérsico salientou ainda, que a mídia planeja sua programação direcionada pelos seus interesses, e em sua maioria voltadas para o aumento da audiência. “Vivemos a era da ditadura comercial, onde propagandas promovem o consumo e programas de televisão valorizam padrões de vida de nível sócio-econômico elevado”, disse Márcio Pérsico. Já o Professor Hermógenes lembrou que a sociedade é marcada pelas desigualdades sociais e pelos conflitos urbanos que originam a criminalidade. Ele também considerou ter a mídia um papel relevante no aumento da violência urbana. “Os noticiários parecem ter a pretensão de nos provar que a violência é algo normal, banal”, disse Hermógenes. Mas o professor também destacou que os próprios veículos de comunicação de massa podem ajudar a mudar esta realidade. “Além do papel do Estado que deve investir em habitação, saneamento, emprego e lazer, a mídia precisa denunciar e apontar soluções para conter a escalada da criminalidade que assola o país”, finalizou Hermógenes destacando ainda que na maioria das vezes os noticiários não apenas dão uma visão objetiva dos fatos, como exageram e dramatizam na cobertura do episódio violento. No encerramento a professora Marly Caldas disse reconhecer que a mídia acaba mesmo ancorando em fatos dramáticos como o da estudante Eloá Pimentel para mexer com o imaginário da sociedade, visando audiência e lucros, o que resulta numa banalização da informação. “Mas não acredito que não haja uma luz no fim do túnel. Sou otimista e acho que esta mesma mídia que superexplora crimes violentos contra a sociedade, pode também trabalhar na erradicação da violência”, destacou Marly finalizando que para isso é preciso que os profissionais assumam o seu papel responsável de trazer e revelar soluções para os problemas que afligem a população.

Editorial - Reflorestamento já!

As constantes chuvas em Santa Catarina modificaram as paisagens do estado. Os morros que embelezavam as áreas urbanas se transformaram em pilhas de escombros e lama. As ruas alagadas mostram que a natureza revidou a ausência de áreas verdes. Segundo dados da Apremavi, organização não-governamental que defende a preservação e recuperação da Mata Atlântica, o estado mantém os maiores índices de desmatamento no Brasil. Onde tínhamos 85% do território de Santa Catarina coberto pela Mata Atlântica, hoje temos apenas 17,4% dessa área original. Muitos veículos de comunicação citam a tragédia catarinense como um desastre natural. As chuvas são fenômenos naturais, mas os alagamento e deslizamentos em encostas e morros urbanos são conseqüência do crescimento desordenado das cidades e da ocupação de novas áreas de risco, principalmente pela população mais carente. De acordo com dados do Ministério da Defesa Civil mais de 22.952 pessoas estão desabrigadas e outros 31.087 desalojados. Brasileiros tentam socorrer o estado que já tem 12 municípios que decretaram calamidade pública. Viva o povo brasileiro, como diz o título de uma das obras do escritor João Ubaldo Ribeiro. Mais de R$ 1,2 milhão foram depositados nas contas abertas por bancos em nome do Fundo Estadual da Defesa Civil, de Santa Catarina. Será que depois que a poeira baixar alguém vai lembrar que precisa reflorestar para que o povo não seja novamente castigado com os alagamentos e deslizamentos de terras? Vai ser necessário lembrar para garantir a sobrevivência. Até esta quinta-feira (27), 97 vidas foram levadas pelas enxurradas e desabamentos. A sociedade brasileira se mobiliza para ajudar um estado que substituiu as belezas de Santa Catarina pelas lágrimas dos habitantes dos municípios que não sabem como será o amanhã. Nesse momento a impotência da distância, ou até rivalidade é transformada em solidariedade pelo povo brasileiro.

Comoção por Santa Catarina

Comoção por Santa Catarina O problema de saneamento, infra-instrutora e descaso político, dessa vez atingiu “gregos e troianos”, ricos e pobres, classes B, C, D, ... e A. O desastre natural que vem castigando o estado de Santa Catarina se agrava, além das enchentes os desmoronamentos tem sido um agravante para o estado e a população. Parte do solo de SC, esta desmanchando afirma o professor Júlio Cesar Wasserman, do departamento de Geoambiental da Universidade Federal Fluminense, segundo o professor Júlio, o desabamento de terra ocorrido em encostas de cidades do estado é um processo de soliflúixão. O fenômeno acontece quando há desmatamento em encostas, no caso do SC, o desmatamento unido as fortes chuvas que vem caindo antecipou o processo. O que responsabiliza o governo estadual e dos municípios pelas vidas perdidas, e situação que se encontra a população hoje. De desespero independente de situação financeira. Na manhã de quinta feira, 27/11/08 um programa de TV dirigido a pessoas do lar, mostrou cena de desabamento e entrevista com uma das vitimas, como fez durante a semana, criando uma comoção nacional e reforçada com uma campanha, que os cantor Zezé de Camargo deve encabeçar com a apresentadora Ana Maria Braga . Após ver as imagens de um desmoronamento e o desespero do casal que filmava o acidente natural o cantor se emocionado se colocou a disposição da prefeitura de Blumenau, para fazer um show beneficente com intuito de ajudar na reconstrução de casas para população carente. O artista fez um comentário feliz, ao lembrar, de apresentações que fez na cidade, e que embora ricos e pobres estejam perdendo seus tetos, o rico pode compra outro ou reconstruir rapidamente, já o pobre vai espera por governo e ajuda de terceiros. A comoção instigada pela mídia, mais uma vez pauta nosso cotidiano. A situação do estado de Santa Catarina com 97 mortos e 78.656 desabrigados em decorrência das chuvas até a manhã de hoje é trágica, porém não devemos esquecer do Rio de Janeiro e São Paulo que também estão sofrendo com as chuvas. Além de Salvador que choveu muito esta semana e é uma cidade que qualquer chuva que caia é um motivo de preocupação pelas encostas, o desmatamento e a população carente que ficar nas mãos dos “politiqueiros”

EDITORIAL

A resposta da natureza
Não bastasse a tragédia que já provocou segundo a Defesa Civil 101 mortes em Santa Catarina, os moradores das cidades agora, convivem com medo e a insegurança, pois as casas abandonadas já começaram a ser saqueadas, vândalos já invadiram farmácias e supermercados, levando não só comidas, mas, também bebida alcoólica e cigarros. Há também a interdição de diversas estradas, várias cidades estão isoladas e dezenas de pessoas vivem o caos completo, sem energia elétrica e fornecimento de água e gás. Sensibilizado com a situação, o governo federal liberou R$ 1,6 bilhão para áreas atingidas por calamidades. Santa Catarina ficará com R$ 679 milhões, e mais R$ 370 milhões em títulos públicos. Por causa da chuva forte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou apenas a região de Itajaí acompanhado de ministros e do governador Luiz Henrique da Silveira. A tragédia de Santa Catarina expõe um problema que, presente em outras avaliações sobre o País, tornou-se especialmente grave em decorrência das chuvas e das inundações. Trata-se de um problema infra-estrutural. As chuvas mais intensas e prolongadas do que normalmente ocorrem, causaram enchentes e deslizamentos que nocautearam a Defesa Civil do Estado, interromperam as comunicações rodoviárias e provocaram uma das mais graves tragédias sociais e econômicas da história da região.É evidente que o inusitado volume de chuvas, ao violentar todas as previsões, tornou pequenas todas as providências da Defesa Civil. O País, numa de suas regiões mais ricas, prósperas e educadas, mostrou que não está suficientemente preparado para prever com eficácia e para agir com rapidez.A experiência das tragédias climáticas catarinenses, desde a grande enchente de Blumenau de 1984, passando pela inundação de Tubarão, pelo furacão Catarina e agora pela nova enchente no Vale do Itajaí, exige que o Brasil se organize, especialmente os Estados do Sul, para, com pessoas e tecnologias, ouvirem a resposta da natureza.

Bastidores na Unef

“Bastidores da III semana universitária da Unef “ Por: Ana Carla Rodrigues Com o tema “Sociedade, Política e Mídia: um novo olhar sobre um novo tempo”. Aconteceu de 03 a 07 / 11 / 2008, à terceira Semana Universitária da Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana (Unef), porém as atividades para este acontecimento começaram muito antes. Foram aberta inscrições para alunos da unef, trabalharem na Organização da semana, apos inscritos e divididos em quatro equipes (monitoria, certificado, patrocínio e divulgação) alunos, coordenação e funcionários passaram a trabalharem em pôr da semana. Reuniões aconteceram, e as equipes de patrocínio e divulgação iniciaram os trabalhos. Na sexta, dia 30/10, monitores se reuniam para discutir com as coordenadoras: Andréa Souza e Élica Paiva os detalhes para o evento. Dia 03/ 11, pela manhã Elton (bibliotecário da unef), iniciavam a decoração no teatro Maestro Miro, as 13h na Unef monitores e equipe de certificado, corria para arrumar as sacolas e kit, que foram entregue aos participantes, finalmente a s 19h iniciava, a III Semana Uni da Unef. Para quem trabalhava em pôr do acontecimento as 18h, Leara Pertille aluna da unef, comentou a participação na organização da semana acadêmica. “É uma trabalheira só, mas também é gratificante acho que aprendemos muito na organização por isto me inscrevi” afirmou Leara. Jucilene Martins, aluna de jornalismo 4° semestre, foi uma das monitoras da semana “Estou na monitoria e lidamos diretamente com o público, desde o cadastramento a assessoria nas oficinas. Tentamos facilitar ao Maximo o trabalho dos palestrantes, damos orientação aos visitantes e participantes em geral, somos coordenados pela a professora- mestra, Élica Paiva, assim como a equipe de certificado pela professora Andréia Souza, esta sendo muito gratificante ajudar na Semana Universitária, mal posso espera pelo a próxima.” comentou Jucilene no terceiro dia das atividades Oficinas chamaram a atenção pelos temas e participação em massa dos alunos inclusive os que trabalhavam, foi o caso, da oficina ”Pesquisa Eleitoral como Ferramenta Estratégica de Comunicação” ministrada pelo professor e diretor da Tv Subaé Marcilio Costa e o publicitário Moacir Mansur, convidado a palestra sobre o assunto. Ministrada pela professora Maria da Conceição Nogueira, que utilizou a técnica de programação neurolingüística, ao abordar o tema “Vencendo o Medo de Falar em Público” a oficina recebeu um numero grande de tímidos que buscavam vencer seu medo de falar em público. Disse a professora Maria da Conceição. “As pessoas precisam perder o medo de falar em público, mesmo que seja um público pequeno”.O que acabou sendo uma das oficinas mais requisitada pelos alunos da instituição. Patrícia Santos que também é radialista fez a oficina, “Adorei embora fale muito e não tenho medo do microfone de rádio, morro de medo de falar em público, para me a oficina foi maravilhosa pelo menos agora sei algumas técnicas de controlar meu medo.” pontuou Patrícia que mesmo trabalhando achou um jeito para participar da oficina da professora. A Rádio Poste, nomeada Vitrola Digital, Durante os quatro dias de oficinas e palestras, climatizou o ambiente e recepcionou os participantes da III Semana Universitária, que ouviram a programação da Rádio, produzida pelos estagiários da Agência de Comunicação Escola de Idéias, da Unef, lançada no primeiro dia da semana universitária no Teatro Maestro Miro A Rádio foi desenvolvida com o objetivo de divulgar informações sobre os eventos da semana Universitária, além de usar músicas para descontrair o público presente. Mas o evento não foi apenas trabalho e conhecimento adquirido, também teve descontração, “resenha”, musica e dança.

A mídia X mídia

A mídia X mídia. Por: Ana Carla Rodrigues. Que gravidez de celebridades sempre foi alvo da impressa, não é novidade para ninguém. O foto de uma artista anunciar ou mesmo esconder uma gravidez e isto torna se fofoca e matéria de capa não é de se estranha. Foi assim com Madona, Xuxa, Britney Spears, Maria Fernanda Candido, Claudia Leite e muitas outras. Com a estrela baiana Ivete Sangalo não poderia ser diferente. Certo? Porém o fato no mínimo curioso aconteceu, embora a gravidez de Ivete tenha sido divulgada em alguns site de fofoca, em revistas do gênero e até em programas de televisão, os dois momentos impares da cantora foi ofuscado pelo seqüestro de Santo André. A mídia falou tanto no caso que esqueceu a grávida da vez. O sensacionalismo encima do cotidiano dos artistas ficou de escanteio. “Coitadinha, quando engravidou perdeu. Ta sofrendo.” A cantora que estava na 6° semana de gravidez sofreu um aborto espontâneo. Uma experiência extremamente angustiosa e traumática. E o que seria um aborto espontâneo? O aborto espontâneo é o final ou a interrupção de uma gravidez antes da vigésima semana de gestação, saber as causas do aborto exatamente muitas vezes é difícil, mas existem algumas explicações que pode nos ajudar. Em alguns casos o feto, não se desenvolve por completo ou desenvolve-se com anomalias, “neste caso no encontro dos cromossomos do ovulo com os do espermatozóide uma formação errada.” Ainda porque o cérvix incapaz ( parte baixa do útero, que da abertura para a passagem do bebê, do útero para a vagina), diabetes sem controle, alterações hormonais, uso excessivo de cigarro, álcool e drogas ilegais podem causar aborto espontâneo. A mídia perdeu uma boa chance de fazer seu sensacionalismo e cumprir o dever básico do jornalismo, informar. Explicar a comunidade o que é um aborto espontâneo, como ele se dar, o porquê ele acontece, a diferença de um aborto espontâneo para um provocado e quem sabe ainda discutir a liberação do aborto pela justiça . Ou ainda dizer que mais ou menos 20% de toda gravidez termina em aborto espontâneo durante as primeiras 16 semanas, e que muitas acontecem dentro da décima semana de gestação, além do que em alguns casos, um atraso da mestruação pode ser o único sintoma de um aborto espontâneo. O questionamento que fica. Será realmente necessário cansar o telespectador, ouvinte e leitor com um mesmo assunto? Será que nós, impressa, não nos apegamos demais a pauta do concorrente? Este clamor por justiça que aconteceu no caso de Santo André assim com no Isabela e tantos outros, nos limita e vicia de tal forma que perdemos a visão jornalística dos fatos e ficamos condenados a reprise de assuntos. Neste caso a globalização da informação será maléfica para a “educação cultural” de jornalistas e opinião pública.

Editorial

Santa Catarina pede SOCORRO! O excesso de chuva que caiu nesses últimos dias em Santa Catarina atingiu todo o estado desalojando e desabrigando milhares de pessoas. Em algumas cidades a água chegou a cobrir até casas, deixando 106.123 mil pontos sem energia elétrica (resultados divulgados pela Celesc). Blumenau é uma das cidades mais atingidas. De acordo com a Defesa Civil Oito municípios estão isolados, seis cidades decretaram estado de calamidade pública e sete estão em estado de emergência. A secretaria Estadual de Infra-Estrutra de Santa Catarina divulgou nesta quarta-feira (26) que serão necessários cerca de R$ 250 milhões para recuperar os estragos causados pelas chuvas no setor de infra-estrutura do Estado, como, por exemplo, portos e estradas. A cada instante ocorre uma queda de barranco prejudicando e assustando ainda mais os moradores. As pessoas estão sem saída, pois as estradas estão bloqueadas devido às enchentes. Pessoas desesperadas não sabem o que fazer da vida, pois tudo o que tinha conseguido durante todos os esforços de seu trabalho foram perdidos em questão de minutos. "Nós tivemos um tsunami de barro, lama, árvores... Veio tudo abaixo, tudo", disse a costureira Josiane Malmann. Para maiores resgates foi solicitada à ajuda do exército. Ele deslocou 500 militares para prestar socorro às vítimas das enchentes, trabalhando com o auxílio de quatro aeronaves, 17 caminhões e 12 barcos para recolher grupos isolados em vários pontos da cidade. A recomendação do Exército é de que as pessoas evitem sair às ruas. Por se encontrar no estado de calamidade, Santa Catarina vai precisar da ajuda do governo Estadual, do governo Federal e de doações de alguns voluntários. Devido a isso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará uma medida provisória que destina R$ 1,6 bilhão para os Estados atingidos por enchentes. Na área da saúde, o ministro José Gomes Temporão afirmou que vai destinar R$ 100 milhões para recuperar postos e hospitais. Mais de 22 mil pessoas estão em abrigos montados em ginásios, escolas e igrejas. Segundo o vice-governador, Leonel Pavan, foram entregues 15 toneladas de mantimentos. Até o fim de estado de emergência, serão entregues 200 toneladas. As vítimas estão precisando de remédios, colchões, roupas e principalmente de água potável e alimentos. Essas doações estão chegando por meio de helicópteros para que sejam entregues com urgência. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelos temporais. Tudo isso aconteceu devido às mudanças climáticas. Para o governo do estado, essa é a "pior tragédia climatológica da história”. As autoridades locais tentam se mobilizar para conseguir ajuda e dar seguimento ao resgate e amparo à população. Já o governo federal estuda uma medida provisória para liberar recursos destinados à recuperação da região. Essa tragédia abalou o país inteiro. Notícias estão se espalhando a cada dia que passa pelos meios de comunicação como jornais, revistas, televisão, rádio, internet e até mesmo estão sendo comentadas no dia-a-dia das pessoas. Acompanhando essas notícias podemos observar que existem pessoas de bom coração, que a todo o momento estão colaborando com doações podendo assim ajudar as vítimas. "O Brasil está solidário com Santa Catarina e vamos reconstruir o que for necessário para receber os turistas na temporada de verão", disse o governador do estado Luiz Henrique.

Consciência política da juventude

Como anda a consciência políticas dos jovens eleitores? Por: Ana Carla Rodrigues Falar em política geralmente nos leva a discussões. O conceito de política em si é polemico, e não poderia ser diferente: Política expressa os diversos interesses e conflitos de uma sociedade. Assim, questionar a um jovem o que é política, possivelmente abrirão discussões dentro da própria política. No dia 5 de outubro a população brasileira ira escolher os prefeitos e vereadores de seus municípios sobre a vontade do povo e para o povo nos próximos quatro anos. Em Feira de Santana, 346.593 eleitores estarão escolhendo seu legislativo e executivo para governar nos próximos quatro anos, dentre esses eleitores existe uma parcela de jovens entre 16 a 18 anos que irão votar pela primeira vez. O que fazer? E em quem votar? Conversamos com alguns jovens sobre política e eleições, e caímos em discussões bem comuns. Emille, estudante de 16 anos tirou o titulo e votará pela primeira vez. Quando perguntada sobre o que é política ela respondeu “Eu vejo como algo que a população tem para resolver os problemas da sua cidade, tomei a iniciativa de tirá o titulo para fazer a minha parte;” Quanto a escolha dela “Agente vê muita corrupção, compra de voto, é mesmo um jogo sujo, mas estou escolhendo por eliminatória: um eu não conheço, outro... e ficou um, vereador vou votar no que minha mãe escolheu este é conhecido nosso;” afirmou Emille. Aluno do ensino médio de um dos grandes colégios da cidade, Leandro, 17 anos, definiu política assim “Política é uma roubalheira, só vejo promessas e depois quando ganham, trabalho? Nada só na próxima eleição. Ainda não escolhi meus candidatos, vejo esta eleição como a novela da tarde que acabou, parecem coronéis e afilhados que brigam para saber quem tem mais influência com o povo” disse Leandro. Para Amanda de 16 anos, também estudante do ensino médio, política? “É algo para resolver os problemas da cidade, tomei a iniciativa de fazer meu titulo, vou escolher meu candidatos ainda, tenho tentado ver o programa político para fazer minha escolha” Durante dois dias buscamos ouvir adolescentes que irão votar pela primeira vez de escolas públicas e dois de colégios particulares que somaram vinte e três alunos do ensino médio. A conclusão sobre política que chegamos é que poucos têm, noções do que seja política. Existe uma confusão entre política, político desonesto, CPIs e mensalões. Sem fala em definições esdrúxulas do que seja política. As disciplinas de Filosofia, Sociologia e Historia no século XX, saíram das grades curriculares? Ou Política não se estuda na escola? Procuramos o antropólogo José Hermógenes Moura para opinar sobre a consciência política dos adolescentes e como poderia ser trabalhada política para a juventude. Em uma conversa rápida o professor José Hermógenes respondeu “Política, é bom lembra que a política é um imperativo da vida humana. O homem como inevitavelmente vive em sociedade, já que ele não se desenvolve sozinho, e política é falar em coletividade, tomada de decisões em sociedade, mesmo aqueles que não querem falar de política, não gostam de política são conservadores.” disse Hermógenes e continuou: “Se for pensar na forma que a juventude é politizada, na estrutura curricular. Eu sou daqueles que acha que as Ciências Políticas, deveriam ser ensinadas na pré-escola. O que falta é educação, afinal de contas as pessoas necessitam de um conhecimento básico. Para que serve um deputado? O que ele faz? O que é um legislador? É educação mesmo o que falta e a mídia favorece bastante a classe política de maneira negativa, com esses escândalos o que acaba fazendo com que o jovem fique desacreditado na política. Afirmou Hermógenes.

Jornalismo em crise? Existe?

Jornalismo em crise? Existe? Crise, crise do feudalismo, crise da economia, crise. A nossa história é contextualizada por crises. Seja no sistema político, econômico, cultural ou informativo. Mas o que seria crise? Momento de dificuldade de uma determinada instituição, e a crise do jornalismo? Esta será que existe mesmo? O jornalismo atravessou séculos e avanços da humanidade, desde a prensa de Gulternberg, ao “milagre” do ao vivo das emissoras de televisão, e à agilidade do on-line. Há viagem do jornalismo passa pela revolucionaria prensa, atravessa a tipografia, persegue o rádio, visita, a tv e circulo pela rede. Porém esses são meios que o jornalismo utiliza para cumpri seu papel de informar. Por que crise? Quando surge uma nova tecnologia logo, pensa-se que a antiga irá acabar, foi assim com o impresso e com o rádio, e na década de 50 com o surgimento da TV no Brasil, o rádio atravessa sua primeira crise. Na revolução industrial a tecnologia tem seu avanço e os meios de comunicação tiveram mudanças significativas em seu formato, porém o conceito de informação não mudou. Os moldes da profissão, de jornalista vem se adequando aos tempos, o jornalista como mero observado e reprodutor dos fatos é algum questionável. A metamorfose na profissão causada pelo advento das novas tecnologias a discussão da imparcialidade e objetividade ainda circunda o profissional, porém os textos jornalísticos foram sintetizados, as grandes coberturas são reduzidas a notas. Quem estuda jornalismo, descobre que a matérias, do telejornalismo são simples lead ou leadões na linguagem do tele, matérias no on-line curtas e objetivas. Então a onde esta a crise no jornalismo se ele cresce e renova-se? O modelo do jornalismo é o mesmo? Não, o modelo encanto paradigma sim. O conteúdo do jornalismo diminui, mas continua com o mesmo formato, o fazer jornalismo também é o mesmo. A crise é que esta diferente, antes a crise estava na adequação as novas tecnologias, hoje esta na diminuição do vocabulário jornalístico, a síntese não é no texto, mas nas palavras independente do meio que esteja vinculada a notícia. A comunicação passa pela crise das palavras e isto, chamo de globalização da informação. Concordo com o ” antropólogo Lluís Duch, a cultura ocidental entrou em uma crise do significado que levou a uma ruptura da aliança entre palavras e mundo”, o vocabulário social transformou-se em símbolos. E como fica a arte de informar? Restrita ao mercado da informação. O jornalismo segue a adequação dos meios de comunicação, superficialidade, agilidade, objetividade e imparcialidade. Os jornais impressos ou on-line estão clean, coloridos, assim como as revistas e o telejornalismo superficial com espetáculo, tornou se rotina, o mesmo acontece com o rádio e mesmo a internet que foi pensada para ser clean esta mais e mais superficial. O que será da comunicação? A crise dos novos tempos é o retorno aos símbolos das cavernas. A síntese e objetividade das palavras é a crise da comunicação. Espero que não cheguemos a tanto, o jornalismo atravessa mais uma revolução, a da síntese da palavra e questões discutidas do jornalismo como (objetividade x subjetividade + imparcialidade), Não terão mais importância, pois estas perderiam o sentido sem palavras. A crise do jornalismo esta em nossa sociedade que não lê, que se acultura com a aculturação norte americana, que faz do português o” portunol e poritalianez” , que faz da tecnologia o estopim da crise.Jornalismo em crise? Existe? Crise, crise do feudalismo, crise da economia, crise. A nossa história é contextualizada por crises. Seja no sistema político, econômico, cultural ou informativo. Mas o que seria crise? Momento de dificuldade de uma determinada instituição, e a crise do jornalismo? Esta será que existe mesmo? O jornalismo atravessou séculos e avanços da humanidade, desde a prensa de Gulternberg, ao “milagre” do ao vivo das emissoras de televisão, e à agilidade do on-line. Há viagem do jornalismo passa pela revolucionaria prensa, atravessa a tipografia, persegue o rádio, visita, a tv e circulo pela rede. Porém esses são meios que o jornalismo utiliza para cumpri seu papel de informar. Por que crise? Quando surge uma nova tecnologia logo, pensa-se que a antiga irá acabar, foi assim com o impresso e com o rádio, e na década de 50 com o surgimento da TV no Brasil, o rádio atravessa sua primeira crise. Na revolução industrial a tecnologia tem seu avanço e os meios de comunicação tiveram mudanças significativas em seu formato, porém o conceito de informação não mudou. Os moldes da profissão, de jornalista vem se adequando aos tempos, o jornalista como mero observado e reprodutor dos fatos é algum questionável. A metamorfose na profissão causada pelo advento das novas tecnologias a discussão da imparcialidade e objetividade ainda circunda o profissional, porém os textos jornalísticos foram sintetizados, as grandes coberturas são reduzidas a notas. Quem estuda jornalismo, descobre que a matérias, do telejornalismo são simples lead ou leadões na linguagem do tele, matérias no on-line curtas e objetivas. Então a onde esta a crise no jornalismo se ele cresce e renova-se? O modelo do jornalismo é o mesmo? Não, o modelo encanto paradigma sim. O conteúdo do jornalismo diminui, mas continua com o mesmo formato, o fazer jornalismo também é o mesmo. A crise é que esta diferente, antes a crise estava na adequação as novas tecnologias, hoje esta na diminuição do vocabulário jornalístico, a síntese não é no texto, mas nas palavras independente do meio que esteja vinculada a notícia. A comunicação passa pela crise das palavras e isto, chamo de globalização da informação. Concordo com o ” antropólogo Lluís Duch, a cultura ocidental entrou em uma crise do significado que levou a uma ruptura da aliança entre palavras e mundo”, o vocabulário social transformou-se em símbolos. E como fica a arte de informar? Restrita ao mercado da informação. O jornalismo segue a adequação dos meios de comunicação, superficialidade, agilidade, objetividade e imparcialidade. Os jornais impressos ou on-line estão clean, coloridos, assim como as revistas e o telejornalismo superficial com espetáculo, tornou se rotina, o mesmo acontece com o rádio e mesmo a internet que foi pensada para ser clean esta mais e mais superficial. O que será da comunicação? A crise dos novos tempos é o retorno aos símbolos das cavernas. A síntese e objetividade das palavras é a crise da comunicação. Espero que não cheguemos a tanto, o jornalismo atravessa mais uma revolução, a da síntese da palavra e questões discutidas do jornalismo como (objetividade x subjetividade + imparcialidade), Não terão mais importância, pois estas perderiam o sentido sem palavras. A crise do jornalismo esta em nossa sociedade que não lê, que se acultura com a aculturação norte americana, que faz do português o” portunol e poritalianez” , que faz da tecnologia o estopim da crise.

UNEF reúne 400 inscritos na Semana Universitária

Palestras, oficinas, mesas-redondas e workshops marcaram a III Semana Universitária da Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana. Com o tema “Sociedade, Política e Mídia: Um novo olhar sobre um novo tempo”, alunos, comunidade e palestrantes tiveram a oportunidade de discutir temáticas que envolvem os cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Administração. O professor da Unef, Hermógenes Moura, conta entusiasmado que nessa terceira edição da Semana Universitária foram realizadas atividades que fugiram das oficinas limitadas que acontecem sempre nas faculdades. “Não foram realizadas oficinas restritas, por exemplo, aquelas de como escrever um bom texto e outras que nunca ajudam em nada. Dessa vez aconteceu uma discussão mais profunda sobre a temática tratada”, explica. A Semana Universitária contou com a participação de aproximadamente 400 inscritos, sendo que 87 participantes foram visitantes, ou seja, não são alunos da UNEF. Para Élica Luiza Paiva, coordenadora dos cursos de Comunicação Social e organizadora do evento, o número de visitantes é bastante significativo e representa o interesse da comunidade nas atividades acadêmicas. “Por isso temos que desenvolver mais atividades para que haja a interação da população com a faculdade”, afirma. Atividades Com uma programação diversificada, a Semana Universitária apresentou 14 oficinas diárias. Para abertura do evento, que aconteceu no Centro de Cultura Maestro Miro, os participantes contaram com a presença da professora de direito Rosana Queiroz. A palestrante iniciou o diálogo com os participantes esclarecendo sobre as novas interfaces da sociedade e como a sociedade política e mídia devem ser tratadas, pois são produtos da vida coletiva. No segundo dia do evento as oficinas mais procuradas foram: "Vencendo o Medo de Falar em Público", Interpretação e "Desenvolvendo a Criatividade no Dia-a-Dia". Gilberto Marques, estudante de jornalismo, participou da última oficina citada e elogia a atuação dos palestrantes Stela Bião e Alex Murilo. “Aprendi com as técnicas apresentadas pelos palestrantes uma nova visão de como trabalhar a comunicação no dia-a-dia. O mais importante é que as técnicas ensinadas não são apenas voltadas aos estudantes de publicidade, mas abrangem outras áreas”, conta entusiasmado o estudante. No dia 05 de novembro aconteceu mais uma rodada de oficinas, workshops e palestras. Nesse dia estiveram em destaque as oficinas, “Plano de carreira - Um Projeto de Vida” e “Assessoria de Eventos”. Segundo a estudante do curso de Jornalismo, Susane Cerqueira, o evento tem uma grande importância para o currículo do aluno. “Entre os dias 03 e 07 de novembro estivemos envolvidos em um estudo teórico-prático que qualifica a formação dos alunos e dos visitantes. Na sala de aula aprendemos a teoria e participando de um evento como a Semana Universitária temos a oportunidade de discutir com outras pessoas assuntos pertinentes a nossa caminhada acadêmica”, conta Susane. Ética na Assessoria Política No quinto dia da Semana Universitária, a oficina “Assessoria Política” chamou a atenção dos participantes, que lotaram uma das salas da Unef. A palestra ministrada pelo publicitário Xico Melo teve repercussão em alguns veículos de comunicação de Feira de Santana. O publicitário iniciou sua apresentação explicando como assessorar um político e contou casos de sucesso na sua profissão. O último assessorado de Xico Melo foi o prefeito eleito de Feira de Santana Tarcízio Pimenta (DEM). Xico explicou que Tarcízio foi um candidato manipulado durante a campanha política nas eleições municipais. “Todo conteúdo que seria veiculado na mídia era aprovado pelo prefeito José Ronaldo e por mim. Tarcízio não interferia”, conta Xico Melo. Para aumentar a proximidade com os participantes de sua oficina, o publicitário Xico Melo contou detalhes da campanha política de Tarcízio. O publicitário expôs que Tarcízio Pimenta queria aparecer na TV, em closes, mas que ele foi contra. Alegou que no close: “sua boca chegaria antes que o candidato”. Explicitamente, comentou para os participantes da palestra que o candidato Tarcízio tem uma boca muito grande. Exposição Durante a semana universitária, o artista plástico Marcus Moraes, expôs suas obras intituladas “A Guia de Todos os Santos”, no foyer da Unef. De acordo com o artista, cada obra representa um santo, um guia, que valoriza a cultura baiana e revela suas origens. Para produção das obras, o artista utiliza diversos materiais, como acrílico e tecido colorido de variadas texturas. Marcus Moraes apresenta telas de arte intituladas: “Fé”, “Nessa Cidade Todo Mundo é de Oxum”, “Odoiá”, “Sob o Sol do Sertão”, “Filho do Verde”, “Anunciador 1” e “Anunciador 2”. O encerramento da Semana Universitária, no dia 07 de novembro, contou com apresentação cultural do Galpão de Arte, além das bandas “Calafrio” e “Alma Gêmea”. Durante o evento, os estudantes receberam os certificados.

Qual o valor do seu cheque nas eleições?

Votar, em qualquer lugar do mundo, é passar um cheque assinado e em branco para o candidato. Depois de eleito, ele pode colocar o valor que decidir sem fazer uma consulta prévia aos verdadeiros donos da ordem de pagamento, o povo. Por causa da falta de diálogo entre representantes e representados, muitas vezes, o benefício das obras do governo não chegam à comunidade. Nesse momento, o eleitor, aquele que depositou sua confiança no candidato, se decepciona com os políticos e solta o jargão – todos eles são corruptos. Como forma de mostrar o descontentamento com os políticos, os eleitores não buscam eleger um candidato e votam em branco ou nulo. Esses dão o cheque assinado, em branco e com os olhos vendados para não ver quem é o receptor. Todos sabem que os votos válidos que elegem um candidato. Mas, quanto maior a quantidade de votos brancos e nulos, mais peso têm os votos válidos. Assim, o eleitor vota branco por não querer votar nos favoritos e na verdade o que acontece é que os percentuais deles acabam crescendo. A população, que é a dona do cheque se desloca de suas moradias para ir às urnas depositar, através do voto, o seu anseio e as suas necessidades. Será que votar em um país como o Brasil, que o governo não aplaude a democracia, é exercer seu papel de cidadão? Para boa parte dos 128 milhões que votaram nas eleições de outubro de 2008 essa resposta é negativa. O povo não acredita nas ações dos políticos. Por isso, muitas pessoas se perguntam se vale a pena dar o seu voto para um candidato que, provavelmente, não vá fazer nada para beneficiar a comunidade. Vivemos, hoje, em um momento em que a política é questionada, pois, ela é confundida com as ações dos políticos profissionais, principalmente, pelos maus políticos. Para minimizar as conseqüências dos votos branco, nulo e até mesmo de alguns válidos, a população precisa estar de olhos abertos para conferir todos os movimentos do candidato para quem ela deu o cheque. Fiscalizar o governo é o papel do povo. Além de fiscalizar, a população precisa analisar de forma crítica cada candidato antes de ir às urnas confirmar sua decisão. Nesse momento, todas as fontes são válidas. Ler Jornais, revistas, conversar com os amigos. É necessário ter um olho crítico para avaliar e não ter que esperar mais quatro anos para melhorar a condição social, econômica e cultural do país. Ter um olho crítico significa observar de onde vem a informação, o que ela diz concretamente, se eventuais acusações ou adjetivações são reais. Porque, muitas vezes, os candidatos dizem o que querem e os repórteres simplesmente transcrevem, sem maior apuração. Isso acontece muito quando os candidatos falam em números. Político adora números. Jornalistas também, mas poucos têm a disciplina de verificá-los. Às vezes, a notícia é o adjetivo atribuído por um candidato a outro. Informação zero. Mas muitas vezes os jornais fazem boas reportagens sobre política, bem apuradas e documentadas. Essas reportagens costumam causar menos impacto que os adjetivos, mas contêm mais informação importante para avaliar os candidatos.

Casa do Trabalhador comemora 3000 cadastros

No primeiro mês de funcionamento em Feira de Santana, a Casa do Trabalhador já atendeu mais de 3000 mil pessoas. Entre os serviços oferecidos pelo órgão, a intermediação de mão-de-obra e qualificação social e profissional para o mercado de trabalho são as atividades mais procuradas. Além desses serviços, a Casa do Trabalhador oferece auxílio para que os trabalhadores desempregados possam receber o seguro desemprego, um direito garantido pela Constituição Federal. A instituição de intermediação profissional é uma ferramenta que está disposição do trabalhador para que ele possa ser inserido, reinserido ou para que permaneça no mercado de trabalho. De acordo com Graça Cordeiro, diretora da Casa do Trabalhador, o profissional que procura o serviço de intermediação de mão-de-obra ou qualificação não precisa estar necessariamente desempregado. “Qualquer pessoa que esteja em busca de um trabalho pode se cadastrar e quando seu perfil for solicitado por uma instituição esse trabalhador será encaminhado para uma entrevista”, explica Graça. Diariamente 117 pessoas se cadastram na Casa do Trabalhador. No primeiro mês de funcionamento, a instituição já encaminhou 220 pessoas para concorrerem a seleções em empresas. Mais de 100 trabalhadores estão empregados através da intermediação de mão-de-obra oferecida pelo órgão. A diretora do órgão afirma que Feira de Santana, como muitas cidades brasileiras, tem uma carência de profissionais qualificados para assumir as vagas oferecidas pelo mercado de trabalho. Segundo Graça muitas vezes as vagas existem, mas não é encontrado o perfil profissional procurado pela empresa. Por esse motivo, desde a inauguração da Casa do Trabalhador já foram realizados 15 cursos, como informática, eletrotécnica, gestão empresarial, promotor de vendas operador de processos, artesanato, beneficiamento da mandioca, entre outros treinamentos. “Nós planejamos os cursos de acordo com as necessidades identificadas pelas pessoas cadastradas. Muitas vezes as empresas pedem um profissional com determinado perfil e o trabalhador não está preparado. Por isso que só após identificar as necessidades dos cadastrados que nos reunimos com representantes da sociedade civil, poder público e segmento empresarial para planejar a realização dos cursos”, conta a diretora. Atualmente, a Casa do Trabalhador está com inscrições abertas para os cursos de Movimentação de Produtos Perigosos e Profissionais do Lar. Para participar do treinamento, os trabalhadores precisam estar cadastrados no banco de dados da Casa do Trabalhador ou no Serviço de Intermediação para o Trabalho (SINE). Oportunidades - Entre as vagas de emprego, o segmento que oferece maior oportunidade é o comércio. “Agora o setor comercial está se preparando para as festas do final de ano. Então, esse é o momento que as empresas estão fazendo novas contratações porque a partir do mês de outubro as vendas crescem consideravelmente”, explica a diretora da Casa do Trabalhador. Para Graça, a implantação dessa instituição é um marco que determina um novo período para a qualificação profissional e intermediação de mão-de-obra em Feira de Santana. “A instituição veio trazer mais dignidade para os trabalhadores porque ela abrange todos os segmentos profissionais, além daquelas pessoas que buscam um estágio ou o primeiro emprego, observa. Além de atender os profissionais da zona urbana, o órgão também oferece serviços para os trabalhadores que residem na zona rural. “Nós já tivemos uma turma de moradores dos distritos de Feira de Santana, onde ensinamos aos trabalhadores rurais sobre o beneficiamento da mandioca, conta Graça. Segundo a diretora os próximos cursos para os trabalhadores da área rural serão realizados nos distritos para facilitar a participação. A esteticista Wilianny Costa está desempregada há sete anos e conta indignada que só se consegue um emprego em Feira através de uma indicação política. Mas agora a esteticista espera conseguir um emprego se cadastrando na Casa do Trabalhador. “Durante todo esse tempo eu estou correndo atrás de um trabalho, mas é muito difícil. Apesar de ter qualificações profissionais não consegui ainda uma oportunidade. Na última entrevista que eu fiz fui reprovada por causa de dois centímetros a menos em minha altura”, conta. Para se cadastrar no banco de dados da instituição, os trabalhadores precisam estar munidos da carteira de identidade, CPF, carteira profissional, certificado de escolaridade e comprovante de residência. A Casa do Trabalhador funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 18h e todos os serviços são oferecidos gratuitamente.

Agência de notícias e suas pílulas de informação

Os 13 capítulos do livro Técnicas de Decodificação em Jornalismo (1978), de Mário Erbolato, apresentam aos estudantes, profissionais e leigos as formas de captação, redação e edição da informação no jornal diário. No capítulo 10, denominado “Agências”, é apresentado com riqueza de detalhes o trabalho das agências de informação, sendo destacado o processo de apuração dos fatos e distribuição das informações tanto para as redações centrais, como para os assinantes. Mário Erbolato destaca nesse capítulo que o surgimento de novas tecnologias unido ao desenvolvimento dos meios de comunicação facilita o trabalho de publicação dos jornais. Ao folhear um periódico, o leitor encontra notícias de várias partes do mundo. A divulgação dessas notícias nacionais e internacionais se torna possível por causa do trabalho realizado pelas agências de notícias. O autor denomina as agências como meios indiretos de informação porque a notícia não chega diretamente para o leitor, ela chega às redações das empresas jornalísticas que contratam o serviço. Agências de informações só são meios diretos quando são contratadas por instituições públicas ou privadas que necessitam da informação com agilidade, sem dispor de excessivos recursos financeiros. Segundo a Unesco, a agência de informação tem objetivo de obter notícias e documentação de atualidades que representam os fatos distribuindo às empresas de informação e particulares mediante pagamento. Esses despachos das agências são classificados em flash ou 1º anúncio, boletim e desenvolvimento para entender sua lógica interna e implicações políticas. “As agências de imprensa nasceram diante da impossibilidade de cada jornal manter correspondentes em todo mundo e ainda ter meios para receber as notícias com a suficiente rapidez”, afirma Domenico de Georgico. A velocidade nem sempre foi uma característica da imprensa, mas com a necessidade de conhecer os acontecimentos com maior rapidez, o flash e lead enviados pela agência podem ser usados como manchete de um jornal que esteja fechando a sua edição. De acordo com o autor, para acabar com a divulgação das escassas e atrasadas notícias, Charles Havas, organizou a primeira agência de notícias que distribuía as informações pelo telégrafo ótico. Para difundir o noticiário, um colaborador de Havas, Julius Reuter Beer, adotou outros métodos como o uso de pombos-correio e lançamento dos noticiários ao mar em pacotes à prova d’agua. Com o contínuo envio de informações por parte das agências, Roger Clause afirma que os jornais não se contenham apenas com suas próprias fontes de informação. Então, as relações entre agências e jornais são as de vendedores e compradores de informações. Atualmente funcionam cinco agências mundiais: a United Press Internacional, a France Press, Reuters, Tass e Associated Press. De acordo com seus objetivos e a quem pertence, as agências podem ser particulares, cooperativas, estatais, gerais, especializadas, de atualidades fotográficas, de artigos, nacionais e internacionais. Segundo Felipe Torroba Quiroz não existe nenhuma agência telegráfica de informação que seja verdadeiramente internacional porque elas trocam informações e nenhuma delas possui correspondentes em todo mundo. Para serem consideradas mundiais, as agências precisam dispor de uma rede de correspondentes, ter uma redação central, transporte intelectual, e poderosos meios financeiros, técnico e administrativo. No processo de informação contemporânea, Roger Clause, identifica oito pontos, passando pelo acontecimento; obtenção de dados; transmissão para agência; tratamento do texto; distribuição para os assinantes; recepção do material e segundo tratamento do texto; difusão do jornal entre o público e reação dos leitores. As agências surgem com o intuito de suprir a necessidade humana em obter a informação em tempo real. As agências trabalham com o objetivo de produzir com qualidade e com prazos cada vez menores. Esse é o grande benefício em comprar informações de uma agência. A briga contra o tempo existe porque as notícias são deterioráveis e o público leitor está cada vez mais interessado nas informações do amanhã, pois o que aconteceu hoje já está fora do prazo de validade.

Agências de Notícias

Técnicas de Decodificação em Jornalismo (213 páginas), de Mário de Lucca Erbolato, publicado (1978) pela Editoras Vozes de Petrópolis, é uma obra composta de 13 capítulos. Entre eles, ressaltam-se: O Progresso do Jornalismo; As Categorias do Jornalismo; Notícia, matéria-prima do jornalismo; O arquivo; Redação; A linguagem jornalística; O manual de redação; Legibilidade e compreensibilidade; A entrevista; A reportagem, Pauta e fontes do noticiário; Agências; O trabalho na redação; Editoriais; O clássico tripé: administração, redação e oficinas. A obra de Mário no capítulo 10, Agências de Noticias, discute o jornalismo em alta velocidade; as primeiras agências; as agências mundiais de informação; o processo da informação contemporânea; como trabalham as agências e cabeça tabulada. O autor fala dos conceitos, classificações de acordo com a sua organização jurídica e finalidades e os pontos fundamentais do processo de informação contemporânea, segundo Roger Clause. Ainda dentro do conceito, surge Marshall Mcluhan que diz que o mundo se tornou uma aldeia global, o desenvolvimento dos meios de comunicação veio facilitar aos jornais a publicação, limitada ás possibilidades do tempo e do espaço, de milhares de notícias referentes ao país e ao exterior. “Agências de notícias são classificadas como meios indiretos de informação, porque as notícias que as divulgam não vão diretamente para os leitores, mas sim aos jornais (e também ás emissoras de rádio e de televisão), que se encarregam de fazê-las chegar aos receptores. Excepcionalmente, porém, elas podem se transformar em um meio direto, quando os serviços noticiosos são assinados por instituições públicas ou privados, não-jornalísticas”. (Marshall Mcluhan, p.197). A obra apresenta uma diferença enorme entre duas épocas. Das escassas e atrasadas notícias que podiam ser alcançada com dificuldades no século passado e exigido esforço físico terrível por parte dos repórteres. Chegamos á atualidade, quando o fluxo de telegramas é intenso e ininterrupto, e a imprensa pode dar-se ao luxo de aproveitar apenas 30 ou 40 por cento das informações que chegam as redações. Quanto á sua disposição jurídica e finalidades, as agências podem receber algumas classificações, enquadrando-se em apenas uma ou em várias delas: particulares, cooperativas, estatais, gerais, especializadas, de atualidades fotográficas, de artigos, nacionais e internacionais. Segundo Roger Clause, no processo da informação contemporânea, há oito questões principais: o acontecimento, a obtenção de dados pelo repórter, transmissão dos informes á agência noticiosa, redação do telegrama, distribuição da matéria aos jornais, recepção pelos jornais, difusão do jornal e a reação dos leitores, diante do impacto. “Um fato só começa a se transformar em notícias quando o jornalista inicia a coleta de dados, tomando notas ou fotografando, filmando e gravando”. (Roger Clause, p.206). Os despachos das agências em geral são classificados: flash, ou primeiro anúncio de um acontecimento importante, texto resumido, difundido imediatamente; boletim, que é apuração do flash, um informe de algumas linhas, que dá seqüência friamente aos elementos importantes de uma notícia; desenvolvimento, junção do flash e boletim que reconstitui uma série de boletins de forma correta e ampliada. “Devido á diferença de fuso horário, as agências devem transmitir as notícias no mesmo instante em que as recebem, mas de maneira resumida”. (Dantas, p.209). É possível perceber que a Agência de Notícias ou agência noticiosa é, sem dúvida, um empreendimento jornalístico especializado em espalhar informações e notícias diretamente das fontes para os veículos de comunicação. As agências não abastecem diretamente ao público, mas sim para jornais, revistas, rádios, TVs, websites, a chamada mídia, que por isso mesmo proporciona a comunicação entre a fonte e os leitores/espectadores. Com a leitura do texto Agência de noticia pude compreender que as agências podem ser do tipo comercial, que vende os serviços e obtém lucro, ou cooperativas, constituídas de diversos órgãos de informação integradas para compartilhar e assim aumentar o volume de notícias circuladas. Também as agências não mandam as notícias prontas, elas vêm de maneira impessoal porque cada empresa tem uma linha editorial. Portanto, o recurso utilizado pelas agências de notícias permite aos jornais e outros veículos fornecerem prontamente informações sobre países onde eles não têm correspondentes, ou sobre fatos que não têm meios de apurarem por si mesmos. Considerei o texto bastante interessante, de fácil compreensão, tendo o autor colocado com clareza o seu ponto de vista e de vários outros autores quanto às agências. É importante que estejamos abertos para a discussão desse tema, pois a agência de notícias é exatamente o jornalismo na mais alta velocidade.

Editorial

O dia 24 de novembro seria mais um no meio do calendário, não fossem as fortes chuvas que caíram no estado de Santa Catarina por 20 horas ininterruptas deixando um saldo nada positivo de 22.952 desabrigados e outros 31.087 desalojados, segundo dados do Ministério da defesa civil publicados no portal terra. A imprensa nacional, em todos os veículos, mais uma vez movimenta o país e pauta as conversas e ações de outras cidades brasileiras principalmente no que tange a ajuda aos atingidos pelo incidente. Um dos meios que tem se mostrado forte na distribuição de informações e na tentativa de ajuda os catarinenses tem sido a internet com os sites e os tão comentados blogs. Na nossa observação jornalística os blogs tem servido como “fonte oficiosa” de informações por permitir a observação de fotos tiradas por “amadores” sem a preocupação jornalística, mas tais imagens comunicam a gravidade dos fatos e falam tanto quanto os textos escritos, com suas câmeras digitais ou celulares as pessoas utilizam do meio mais necessário à sobrevivência e nesse caso de re-sobrevivência humana, a comunicação, para pedirem socorro e sensibilizar as pessoas. O serviço ao próximo, independente de quem seja, assim pode-se facilmente denotar as ações ora voltadas ao sul brasileiro. As cidades de Santa Catarina tornaram-se involuntariamente o centro das atenções, pelo fato do fenômeno natural das chuvas. Os veículos midiáticos mexeram mais uma vez com o sentimento humano. O “colocar-se no lugar do outro” e o jornalismo dão essa relação de proximidade juntamente com todo e qualquer critério de noticiabilidade: seja no rádio com notas das 24 horas de jornalismo da Band News Fm; seja nos canais de Teve que sensibilizam com som e imagem ao vivo ou gravado do local da ação para todo o país; seja pelos textos de jornais (impressos e/ou on-line) com fotos de agências de noticias nacionais como “A Tarde” e internacionais como a “Reuters”. Num momento tão delicado o que menos importa substancialmente para a população são as explicações científicas dadas pelos observatórios e/ou centros de estudos e pesquisas climatológicas. Observamos isso diante de ações como as da Defesa Civil que a todo momento recebe doações do país inteiro de todas as formas possíveis, também a abertura de duas contas no Banco do Brasil é outra alternativa para receber ajuda em dinheiro e evitar que trapaceiros se aproveitem da situação os números são: Banco do Brasil - Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7; ou Besc - Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0. O JB on-line traz uma curiosidade que Santa Catarina outrora sofreu com uma situação semelhante no ano de 1974 e que daquela vez o saldo de vítimas fatais foram de 199 e de desabrigados 65 mil em virtude de uma chuva que durou dois dias ininterruptos. Completa ainda que: “Em 1983, somente em Blumenau, 197 mil pessoas ficaram desabrigadas e oito morreram depois que o rio Itajaí-Açu subiu 15,34 m. A enchente durou 31 dias, do dia 5 de julho até 5 de agosto. Em agosto do ano seguinte, o rio atingiu 15,46 m e deixou um saldo de 155 mil desabrigados e 16 mortos. Outras fortes chuvas ainda causaram 69 mortes nas regiões sul catarinense e metropolitana de Florianópolis em 1995. O saldo de mortes nas enchentes e enxurradas é bem maior do que o registrado na passagem do Furacão Catarina, em março de 2004. No único registro do fenômeno no Hemisfério Sul, 11 pessoas morreram e 35 mil ficaram desabrigadas, segundo os dados da Defesa Civil catarinense.” Enquanto isso a sabedoria popular diz que o homem está recebendo de volta o que tem feito com a natureza, os meteorológicos e geógrafos dizem que foi precipitação de nuvens, evaporação, massa de ar frio, choques térmicos, erosão etc etc... Cada um tenta ao seu modo aliviar a dor de tanta gente imaginando poderia ser eu.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Resenha descritiva

ERBOLATO, Mário de Lucia. Técnicas de Decodificação em Jornalismo (213 páginas), publicado (1978) pela Editora Vozes de Petrópolis, é uma obra composta de 13 capítulos. Entre eles, ressaltam-se: O Progresso do Jornalismo; As Categorias do Jornalismo; Notícia, matéria-prima do jornalismo; O arquivo; Redação; A linguagem jornalística; O manual de redação; Legibilidade e compreensibilidade; A entrevista; A reportagem, Pauta e fontes do noticiário; Agências; O trabalho na redação; Editoriais; O clássico tripé: administração, redação e oficinas. 

O capítulo 10 do livro de Mário Erbolato, cujo título é “Agências”, tem como foco as agências de notícias. Busca dar compreensão do conceito de agência de notícia, bem como seu funcionamento e atribuições como empresa de comunicação, e fazer relações com os diferentes veículos de comunicação aos quais estabelece, utilizando-se de depoimentos de profissionais da área e instituições para reforçar tal conceito.

Por meio de contextualização histórica, o autor adota uma cronologia na qual retrata o aumento da velocidade das informações jornalísticas como conseqüência do avanço das tecnologias aplicadas aos meios utilizados na transmissão de notícias, da época que se utilizavam navios e pombos-correios aos dias atuais, fincados nos aparelhos eletrônicos e digitais.

O autor procura, então, a partir da história, relatar sobre o surgimento das primeiras agências de notícias, que possuíam interesse em atender, a priori, interesses econômicos e políticos, cujos públicos eram financistas, diplomatas e comerciantes. Aos poucos foram surgindo outras agências e passou-se a existir a relação entre agências de notícias e jornais. A dificuldade que os jornais encontravam em conseguir notícias internacionais, uniu-se à propriedade das agências em dispor de correspondentes espalhados em diferentes e principais países do mundo. A partir daí, passou-se a considerar que às agências de notícia cabe servir como fonte de informações de principais partes do mundo para os diversos meios de comunicação que firmam tal serviço, representando, dessa maneira, uma relação comercial. Esse trabalho das agências deve ser feito do modo mais ágil possível, a fim de respeitar os fusos horários, consequentemente, o fechamento das redações dos diferentes veículos vinculados à agência.

No capítulo são citadas as principais agências mundiais de informação, seguidas de suas propriedades e classificações. O autor trata ainda do processo atual da informação, em que também considera a importância das agências de notícias, que já se tornaram indispensáveis no jornalismo dos principais e conceituados veículos de comunicação, uma vez que os nutre de notícias que, naturalmente sem as agências, dificilmente ter-na-iam acesso.

Terceira Semana Universitária da UNEF promove interação entre estudantes e profissionais

Considerando a importância da interdisciplinaridade na compreensão do espaço social contemporâneo, o tema reúne aspectos comuns aos cursos que abrange, “derrubando as cercas” epistemológicas, socioculturais e políticas existentes entre eles.

A Terceira Semana Universitária, realizada entre os dias 03 e 07 de novembro pela Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana (UNEF), representou, na sede da mesma, mais um encontro entre profissionais e estudantes dos cursos de comunicação social e administração, dessa vez com o tema: Sociedade, Política e Mídia: um novo olhar sobre um novo tempo.

Com a proposta de interação entre temas e cursos, profissionais e alunos, a Semana Universitária tem como proposta unir prática à teoria, buscando criar um espaço que permita congregar toda a comunidade. Segundo a professora Andréa da Silva Souza, coordenadora adjunta dos cursos de comunicação social, o evento visa a aquisição de novos conhecimentos e possibilita aos participantes um ambiente de reflexão e de interação por intermédio da difusão de informações, troca de experiências e da atualização setorial com a abordagem de temas tratados de forma interdisciplinar. “A Semana Universitária é uma oportunidade única que alunos e profissionais têm de socializar discussões inerentes à prática rotineira do ambiente acadêmico, além de compreender uma fonte de relacionamentos e contatos profissionais”, ressalta a professora.

 “O que mais nos prestigia é que a organização do evento fica, em sua maioria, por conta dos alunos”, comenta a professora Élica Paiva, coordenadora do curso de comunicação social. Segundo ela, este ano a Semana Universitária contou com uma participação maior de visitantes.

ABERTURA

O evento teve início no teatro Maestro Miro, com a palestra da professora e doutora em Sociologia Rosana Queiroz Dias, que explorou o tema sob diversos aspectos. Dentre eles, a socióloga abriu a participação com o seguinte questionamento: “Será que vivemos mesmo em uma sociedade? E que sociedade é essa?”. Buscando essa definição, a palestrante abordou diversos temas sociais relacionando-os à mídia e suas implicações, essa enquanto instrumento político da sociedade.

Família, tecnologia, códigos de ética são fatores que compreendem uma sociedade implodida, que em tempos passados sonhava com melhores dias, e hoje chegaram à conclusão de que estavam numa época em que se conservavam alguns valores. Mas a modernidade, segundo Rosana, também trouxe benefícios e esclarecimentos que o ser humano necessitava e adquiriu com o tempo. “Hoje existe mais respeito e discussão, por exemplo, quato à questão da homossexualidade.”, comenta a professora, citando o exemplo da eleição do Léo Kret como vereador na capital baiana. “Eu sou fã dele!”, ressalta.

Rosana de Queiroz apresentou os 6 C’s fundamentais para o progresso da sociedade num país em que “a ética que não é composta por valores, e sim por normas, e onde as distâncias sociais são imensas. São ferramentas chave para a construção do mundo do futuro: competência, confiança, coragem, constância, conhecimento e cooperação.

Após a palestra, o público pôde acompanhar o lançamento da Agência Experimental da UNEF, a Escola de Idéias, e em seguida a apresentação do professor e cantor Thiago Oliver.

OFICINAS E ATIVIDADES

Várias oficinas e atividades foram oferecidas aos estudantes da casa e aos visitantes. No segundo dia, em uma das oficinas ocorreu uma mesa redonda com base na exibição do filme “Notícias de uma guerra particular”, ministrada pela professora Marly e seus alunos e com a presença dos professores Hermógenes Moura e Márcio Pérsico, para contribuir com seus conhecimentos de sociologia e antropologia e de linguagem cinematográfica, respectivamente. De acordo com a jornalista e ex-aluna Maria da Conceição Pedreira, a atividade foi importante para a construção do senso crítico dos participantes, uma vez que todos passaram a analisar e discutir o papel da mídia e da sociedade no contexto carcerário do país.

Já para a estudante Willyane Brito, aluna do sexto semestre de jornalismo da UNEF, embora a proposta do tema da Terceira Semana Universitária fosse voltada para a questão Sociedade, Política e Mídia, algumas das oficinas oferecidas foram mais diversificadas como Marketing do Amor, Oficina de Photoshop Avançado, Oficina de Corel Draw, Assessoria de Eventos, Matemática financeira com o uso da HP 12, “Conheça a sua Câmera Fotográfica e Produza suas Fotos, entre outras. “Mas não deixa de ser importante para a produção de conhecimento, que é sempre válido independentemente da ocasião”.

Uma atividade inovadora que aconteceu durante os dias do evento foi a instalação de uma rádio-poste na própria faculdade. Segundo a jornalista Maria da Conceição, esse trabalho já tinha sido idealizado pela jornalista e colega Maria José Esteves, ela que desenvolveu uma monografia a respeito. “É gratificante presenciar um trabalho fruto de um estudo nosso enquanto alunos desta instituição”, ressalta a jornalista emocionada.

HISTÓRICO

Segundo Élica Paiva e Andréa Souza, a Semana Universitária surgiu com a expansão dos Encontros de comunicação (Encom). Neste contexto, numa tentativa de integrar os cursos oferecidos pela Unidade de Ensino, os eventos antes promovidos pelas habilitações, foram unificados, tornando o evento o responsável por reunir toda a comunidade acadêmica dessa IES. 

Pesquisa eleitoral: Uma necessidade dos novos tempos

O publicitário da Agencia de Propaganda Primeiro Mercado Moacir Mansur, e o chefe de jornalismo da Tv Subaé e professor da UNEF Marcílio Costa falaram sobre pesquisa eleitoral como ferramenta estratégica de comunicação na noite do dia 05 de novembro na Unidade de ensino superior de Feira de Santana. Segundo Moacir Mansur os tipos de pesquisas mais utilizados são: as qualitativas, pois permitem fazer uma análise mais humanizada da forma como se encontra o perfil eleitoral na cidade ou na zona rural servindo para montar uma estratégia de comunicação de uma campanha; e as pesquisas quantitativas que tem um foco mais numérico percentual funcionando para fins instantâneos de como está um candidato em relação aos concorrentes. As pesquisas eleitorais são cercadas de medidas afim de diminuir o risco de erro nos resultados publicados e o principal deles é a amostra que apresenta os resultados detalhando dados dos entrevistados o mais próximo possível do que é utilizado pelas pesquisas do IBGE (Instituto de Geografia e Estatística). No caso das pesquisas “face a face” um ponto fundamental é a checagem de dados que é feita estatisticamente considerando um percentual dos questionários feitos e na maioria dos casos uma outra equipe retorna aos locais para averiguarem se aquelas pessoas escolhidas foram realmente entrevistadas, afim de evitar qualquer dano na informação que provoque desvios na margem de erros das pesquisas. As pesquisas não são só ferramentas de trabalhos dos “marketeiros” como também são armas na guerra eleitoral que influenciam o voto dos indecisos, os organismo internacionais de pesquisa referenciam entre 2 a 5% a influencia das pesquisas na intenção de voto das pessoas. As situações variam de acordo com os perfis das pessoas do país, da cidade, do estado mas a influencia é um fato. “Existe um percentual de voto útil que eu lhe confesso que eu nunca vi uma pesquisa em relação a isso, ou seja, daquela parte das pessoas que estão indecisas, que votam e de fato existem e tendem a votar com o que as pesquisas mostram de quem tende a ser o ganhador” completou Mansur. O contratante deve ter alguns cuidados antes de contratar uma empresa para realizar uma pesquisa, dentre eles é importante observar para quem eleitoralmente já trabalhou e de preferência deve ter sido para os mais diversos partidos políticos para evitar tendências partidárias. Ter a presença de um estatístico com experiência e nome no mercado. “ Fala a boca pequena que há os que você pode confiar e os que você não deve confiar, por conta de experiências anteriores” – Completou o publicitário. As campanhas do horário eleitoral gratuito de rádio e televisão são também elementos que ajudam a definir votos, e relacionando com as pesquisas com as diferenças apresentadas entre o que foi publicado e o que se tem após a apuração dos votos válidos se dá por conta da chamada “boca de urna” que embora proibida pela justiça eleitoral ainda é muito praticada no Brasil. “ A gente ainda tem muito disso no país, no que diz respeito a influência financeira, ou seja, compra de votos mesmo de fato isso acontece muito e causa um desvio significativo de 4, 5, 7 % o que justifica a diferença entre a pesquisa e o resultado da eleição” - Explicou Moacir. Marcílio Costa chefe de jornalismo da Tv Subaé A abordagem do professor Marcílio Costa foi o comportamento da mídia televisiva no processo e as de como pesquisas o publico em geral percebe os veículos: tv, rádio, jornal, revista e internet levando em consideração fatores como: idade, sexo, classe social escolaridade entre outros. Segundo Marcílio o publico em geral tem a televisão como a principal fonte de informação, tendo como referências a instantâneidade, o movimento e a linguagem visual que são marcantes e de fácil compreensão, sendo geralmente assistida pela manhã antes do trabalho e a noite após chegar em casa. O rádio também aparece como fonte de informação confiável é instantâneo, resume as informações e é companheiro, pois o mesmo tem uma mobilidade maior que a da televisão e ainda é de baixo custo. Contudo foi constatado que quem mais sofre hoje é o impresso. “ Ele é considerado pelos entrevistados como artigo de luxo, algo sofisticado de difícil manuseio e de informações velhas”. Completou Marcílio.